O salário “por fora” - parte 2


O salário “por fora” - parte 2

Na edição anterior falamos do salário “por fora” e de suas armadilhas ao trabalhador.

No entanto, alguns questionamentos devem ser esclarecidos ao amigo leitor. Muitos devem estar se perguntando se há a possibilidade de reparar a lesão sofrida pela manobra da empresa, e, de que forma ou quais métodos o trabalhador pode utilizar para reparar o prejuízo sofrido, em especial aquele de longo prazo mencionado na edição passada.

Pois bem, ao ser atingido pela manobra ilegal da empresa, de adotar salário “por fora”, o trabalhador deverá procurar o advogado de sua confiança, para ingressar com ação na Justiça do Trabalho pleiteando o reconhecimento do salário “por fora” e o pagamento dos reflexos sobre as verbas de natureza salarial que deixaram de ser pagos na vigência do contrato de trabalho.

Ao trabalhador caberá provar, perante à Justiça do Trabalho, a existência do pagamento de valores além do declarado em holerite. A prova poderá ser documental ou testemunhal.

No entanto, sabemos que produzir esta prova em favor do empregado não é tarefa fácil. Pois, os maus empregadores, sempre viabilizam um “jeitinho brasileiro” para não deixar rastros. E assim, prejudicar o interesse do trabalhador. Portanto, é bom ser diligente e atento para não cair nas armadilhas da empresa. E isto pode ser feito da seguinte forma:

I - O empregado pode e deve exigir recibos da empresa a respeito do valor pago fora do holerite.

II – O empregado poderá solicitar à empresa que o valor seja depositado em conta bancária. E isso, se constituiria em prova de que o trabalhador recebe algo além do salário. III – Procurar sempre receber o pagamento “por fora” na presença de outro empregado. E este futuramente poderia servir como testemunha em eventual processo judicial.

Realmente a tarefa de reunir provas a respeito do pagamento “por fora” não é tão simples. Todavia, é necessário que o trabalhador seja diligente e exija que seus direitos sejam respeitados.

Portanto, temos dois panoramas. O primeiro, se refere ao trabalhador que ainda está na empresa. Este precisa de imediato cessar a situação fraudulenta e reunir provas de que a empresa lesa seu patrimônio salarial. O segundo panorama é em relação àquele trabalhador que já saiu da empresa. Este precisa reunir as provas que tem em mãos, seja ela documental ou testemunhal, e entrar com ação na Justiça do Trabalho, visando assim reparar o dano sofrido durante o contrato de trabalho. Faça valer seu direito.